Pamoja da África Ocidental

Rede da Reflect da África Ocidental

Reflect

A Reflect é uma metodologia de aprendizagem e mudança social. A chave para a abordagem Reflect é a criaçáo de espaço onde as pessoas se possam sentir confortáveis, reunir e discutir questões relevantes das suas vidas. O objectivo da Reflect é melhorar a participação significativa das pessoas nas decisões que afectam as suas vidas através do fortalecimento da sua capacidade de comunicação. O Web site da Reflect

A Reflect foi desenvolvida através dum programa de inovação piloto no Uganda, Bangladesh e El Salvador entre 1993 e 1995. A Reflect come?ou como uma fusão da filosofia política do educador Brasileiro Paulo Freire, com as metodologias práticas desenvolvidas para a avaliação da participação rural (PRA). Outras influências significativas foram a abordagem ideológica para a análise da alfabetização e género.

Uma das inovações mais apaixonantes na alfabetização de adultas nos últimos 15 anos tem sido o desenvolvimento e difusão do enfoque Reflect, que tem ganho o Prémio de Alfabetização da ONU em 2003, 2005,2007 e 2008 e que se utiliza actualmente em mais de 500 organizações em 70 países. Reflect tem conseguido conectar o processo de alfabetização com o a capacitação individual e comunitário, fortalecendo a capacidade de milhões de pessoas para assegurar os seus direitos básicos.

O processo de empoderamento é auxiliado com quando existe

  • Respeito pela aptidão, conhecimento e a experiéncia dos indivíduos, grupos e comunidades envolvidas;
  • Confiança das pessoas de que elas irão alcançar o éxito – se tiverem titularidade do processo, e se forem elas a determinar o ritmo;
  • Investimento na formação, apoio e partilha de experiéncia dos facilitadores locais, que são determinantes para o processo;
  • Trabalhadores de desenvolvimento que realmente “compreendem” o processo e que estão preparados para aceitar que as pessoas locais com pouca, ou nenhuma, educação formal são os peritos residentes em relação a situação específica da àrea, das comunidades e o ambiente.

Avaliando Reflect - um Novo Marco

Os programas Reflect operam em contextos diversos com enfoques de avaliação igualmente diversos, tornando dif?cil a consolidação de evidências e aprendizagens. Em resposta, os participantes de Reflect reuniram-se para desenvolver um novo Marco de Avaliação. O marco, mecanismo unificador mas adaptável, quer assegurar que os princípios de Reflect permaneçam centrais e que os objectivos do programa e as expectativas dos participantes se realizem, e ao mesmo tempo, permitir flexibilidade para cada contexto. Também ajudará aos participantes no fortalecimento de evid?ncias sobre o impacto do seu trabalho e na partilha de aprendizagens. Em 2007, 39 participantes da áfrica e da Ásia reuniram-se na áfrica do Sul para preparar um rascunho do Marco. Realizou-se também uma revisão de avaliações Reflect existentes e criou-se um website Reflect Campo Base. Em Junho e Julho de 2008 elemento chave para a consolidação do projeto, realizou-se uma vasta discussão por Internet durante 6 semanas. Um total de 74 participantes de 38 países em 4 línguas participou nas discussões e ainda a Bélgica, Gambia, Ghana e Lesoto/14 participantes que contribuirão no resumo final. Organizaram-se 3 grupos de trabalho: o anglófono com 36 participantes, o francófono (23) e o lusófonos e os falantes de Espanhol(15).

Comunicação e Poder

Em 2003, este pacote de recurso internacional para os programas Reflect juntou ideias e experiências práticas das pessoas usando as abordagens Reflect em todo o mundo. O pacote cobre diferentes elementos de comunicação e está dividido em quatro secções: palavra escrita, palavra falada, nùmeros e imagens. A quinta secção fornece alguns exemplos da acção Reflect. E seces: palavras escrita, palavra falada, nmeros e imagens. A quinta seco providencia alguns exemplos de Reflect em aco.

A comunicação é a base de todo o relacionamento em casa, no trabalho, dentro de qualquer comunidade ou grupo. Seja através da leitura, escrita, fala ou escuta, meios visuais, tecnologia ou medias, necessitamos de nos comunicar de modo que as pessoas entendam e conheçam a nossa experiência e perspectiva. A comunicação não é só fazer ouvir a nossa voz, mas também ouvir e entender os outros. As pessoas precisam de ser capazes de formular ideias criticamente com a comunicação que elas recebem e precisam de desenvolver activamente, reproduzir e usar formas alternativas de comunicação.

Nenhuma comunnicação é neutra - a capacidade de comunicar e de ser entendido é determinada pela faculdade das relações que precisam ser analisadas. Ao ligar a comunicação e o poder, estamos a focalizar-nos para além dos aspectos técnicos da comunicação e a considerar vãrios factores que influenciam a nossa capacidade de fazer ouvir a nossa voz. Não ser capaz de comunicar constitui causa e efeito da faculdade não equitativa das relações.

Escrevendo/anotando os males

Níveis internacionais de alfabetização de adultos

O analfabetismo é a violação do direito humano fundamental para a educação. Mas se este for o argumento suficiente, a campanha global da educação acredita que existem cinco razões práticas fortes para os governos e doadores investirem na alfabetização de adultos.

  1. A alfabetização é vital para reduzir a desigualdade de género.
  2. A alfabetização de adultos é crítica para um desenvolvimento saudável e educação das crianças, especialmente as raparigas.
  3. A alfabetização évital para o desenvolvimento humano e económico.
  4. A alfabetização é vital na luta contra o SIDA.
  5. O trabalho e programas de alfabetização de adultos.

A pesquisa contida neste relatãrio da Campanha Global para a Educação mostra que os programas de alfabetização de adultos podem ser sustentáveias e eficientes. Isto é reforçado pela pesquisa recente e os não menos importante estudos recomendados pelo relatãrio global de monitoria de 2006 da Educação Para Todos.

Os níveis são resultantes da ampla tentativa de sistematizar a experiência do que funciona na alfabetização de adultos. 67 programas de sucesso na alfabetização em 35 países para constatar se existiam alguns traços comuns que poderiam ser simplificados em níveis concretos bem como a existência de guiões para os que tomam decisões políticas. Embora ninguém defendesse o esquema da metodologia do projecto da alfabetização, houveram observações consensuais entre os profissionais abordados na pesquisa como ingredientes básicos para o sucesso. Como retorno, sabemos o que funciona nos programas de alfabetização de adultos e não existe nenhum mistério em relação a isto. Existem passos claros que podem ser dados para desenhar e gerir a boa qualidade, programas de custo efetivos e onde isto for feito pode-se obter resultados excepcionais.

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"Chamada para acção"

Abuja de 12 - 16 de Fevereiro de 2007

Oficialmente existem 781 milhões de analfabetos no mundo sendo uma grande parte mulheres. Na verdade, os números são muito altos e cada vez mais adultos não são capazes de ler ou escrever bem, de modo que possam exercer as suas funções na sociedade. A alfabetização é ainda um direito fundamental do homem e um direito que permite as pessoas acessem e assegurem outros direitos. Comprometidos em construir um novo ímpeto da alfabetização de adultos, 60 participantes de 24 países juntaram-se em Abuja, na Nigéria de 12 - 16 de fevereiro de 2007, incluindo ministros de educação, secretários permanentes, directores e gestores dos programas nacionais de alfabetização, oficiais das Nações Unidas, doadores e organizações da sociedade civil. Todos os participantes estavam comprometidos em registar o que està errado no campo de alfabetização de adultos para reverter as décadas do baixo investimento no sector e transformar a política e a prática para o desenvolvimento de programas efectivos. Identificaram uma série de prioridades para a acção nacional e internacional.

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pdf logoContando Sementes de Mudança 2009

pdf logoComunicação e Poder 2003 (English)


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