A Reflect é uma metodologia de aprendizagem e mudança social. A chave para a abordagem Reflect é a criaçáo de espaço onde as pessoas se sentem confortáveis de se reunirem e discutir questões relevantes para elas e para as suas vidas. O objectivo de Reflect é melhorar a participação significativa das pessoas nas decisões que afectam as suas vidas através do fortalecimento da sua capacidade de comunicação. O Web site do Reflect
A Reflect foi desenvolvida através dum programa de inovação piloto no Uganda, Bangladesh e El Salvador entre 1993 e 1995. Reflect iniciou como uma fusão da filosofia política do educador brasileiro Paulo Freire com as metodologias práticas desenvolvidas para a avaliação da participação rural (PRA). Outras influências significativas eram a abordagem ideológica para a análise da alfabetização e género.
Comunicação e Poder
Em 2003, este pacote de recurso internacional para os programas Reflect juntou ideias e experiências práticas das pessoas usando as abordagens Reflect em todo o mundo. O pacote cobre diferentes elementos de comunicação e está dividido em quatro secções: palavras escrita, palavra falada, nùmeros e imagens. A quinta secção providencia alguns exemplos de Reflect em acção.
A comunicação é a base de todo o relacionamento em casa, no trabalho, dentro de qualquer comunidade ou grupo e além. Seja através da leitura, escrita, fala ou escuta, os meios visuais, tecnologia ou os média., nós necessitamos de nos comunicar de modo que as pessoas entendam e conheçam a nossa experiência e perspectiva. A comunicação não é só o fazer ouvir a nossa voz mas sim ouvir e entender os outros. As pessoas precisam de ser capazes de idealizar criticamente com a comunicação que elas recebem e precisam de desenvolver activamente, reproduzir e usar formas alternativas de comunicação.
Nenhuma comunnicação é neutra - a capacidade de comunicar e de ser entendido é determinada pela faculdade das relações que precisam ser analisadas. Ao ligar a comunicação e o poder, nãs estamos a focalizar-nos para além dos aspectos técnicos da comunicação e a considerar vãrios factores que influenciam a nossa capacidade de fazer ouvir a nossa voz. Não ser capaz de comunicar constitui causa e efeito da faculdade não equitativa das relações.
Escrevendo/anotando os males
Níveis internacionais de alfabetização de adultos
O analfabetismo é a violação do direito fundamental humano para a educação. Mas se este for o argumento suficiente, a campanha global da educação acredita que existem cinco razões práticas fortes para os governos e doadores investirem na alfabetização de adultos.
- A alfabetização é vital para reduzir a desigualdade de género.
- A alfabetização de adultos é crítica para um desenvolvimento saudável e educação das crianças, especialmente as raparigas.
- A alfabetização évital para o desenvolvimento humano e económico.
- A alfabetização é vital na luta contra o sida.
- O trabalho e programas de alfabetização de adultos.
A pesquisa contida neste relatãrio pela campanha global para a educação mostra que os programas de alfabetização de adultos podem ser sustentáveias e eficientes. Isto é reforçado pela pesquisa recente e não menos importante os estudos comissionados pelo relatãrio global de monitoria de 2006 da educação para todos.
Os níveis são resultantes da ampla tentativa de sistematizar a experiência do que funciona na alfabetização de adultos. 67 programas de sucesso na alfabetização em 35 países foram analisados para ver se existiam alguns traços comuns que poderiam ser simplificados em níveis concretos e guiões para os decisore das políticas. Embora ninguém podesse advogar a metodologia do projecto da alfabetização, houveram observações consensuais entre os profissionais a quem pesquisamos como ingredientes básicos para o sucesso. Como retorno, sabemos o que funciona nos programas de alfabetização de adultos e não existe nenhum mistério em relação a isto. Existe passos claros que podem ser seguidos para desenhar e gerir a boa qualidade, programas de custo efetivos e onde isto acontece eles podem surtir os resultados desejados.
"Chamada para acção"
Abuja de 12 - 16 de Fevereiro de 2007
Oficialmente existem 781 milhões de analfabetos no mundo grande parte deles sendo mulheres. Na verdade, os números são os mais altos e muito mais adultos não são capazes de ler ou escrever bem de modo que possam exercer as suas funções na sociedade. A alfabetização é ainda um direito fundamental do homem e um direito que permite as pessoas acessar e assegurar outros direitos. Comprometidos a construir um novo impeto da alfabetização de adultos, 60 participantes de 24 países juntaram-se em Abuja, na Nigéria de 12 - 16 de fevereiro de 2007, incluindo os ministros de educação, secretários permanentes, directores e gestores dos programas nacionais de alfabetização, os oficiais das Nações Unidas, os doadores e as organizações da sociedade civil. Todos os participantes estavam comprometidos a anotar os males no campo de alfabetização de adultos para reverter as décadas do baixo investimento no sector e transformar a política e a prática para o desenvolvimento de programas efectivos. Eles identificaram uma série de prioridades para a acção nacional e internacional.
AVALIANDO REFLECT
Um Novo Marco
Uma das inovações mais apaixonantes na alfabetização de pessoas adultas nos últimos 15 anos tem sido o desenvolvimento e difusão do enfoque Reflect, que tem ganho o Prémio de Alfabetização da ONU em 2003, 2005, 2007 e 2008 e que se utiliza actualmente em mais de 500 organizações em 70 países. Reflect tem conseguido conectar o processo de alfabetização com o empoderamiento individual e comunitário, fortalecendo a capacidade de milhões de pessoas para assegurar os seus direitos básicos.
Os programas Reflect operam em contextos diversos com enfoques de avaliação
igualmente diversos, tornando difícil a consolidação de evidências e aprendizagem.
Em resposta, as/os participantes de Reflect reuniram-se para desenvolver um novo
Marco de Avaliação. O marco, mecanismo unificador mas adaptável, quer assegurar
que os princípios de Reflect permaneçam centrais e que os objectivos do programa
e as expectativas das/os participantes se realizem, e ao mesmo tempo, permitir
flexibilidade para cada contexto. Também ajudará às/aos participantes no
fortalecimento de evidências sobre o impacto do seu trabalho e na partilha de
aprendizagens. Em 2007, 39 participantes da Africa e da Ásia se reuniram na
Africa do Sul para preparar um rascunho do Marco. Realizou-se também uma
revisão de avaliações Reflect existentes e criou-se um centro de recursos em
linha no Campo Base. Em Junho e Julho de 2008 e chave para a consolidação do
projeto, realizou-se uma vasta discussão por Internet durante 6 semanas.
Um total de 74 participantes de 38 países em 4 línguas participou nas discussões
mais Bélgica, Gambia, Ghana e Lesoto/14 participantes que contribuirão no resumo
final. Organizaram-se 3 grupos de trabalho: o anglófono com 36 participantes, o
francófono (23) e o lusófono/hispano falante (15).
AVALIANDO REFLECT um Novo Marco